Estava assistindo BBB [sim, eu assisto... as férias me prenderam a isso!], e nesse domingo foi ao ar uma discussão entre o ‘casal’ Fran e Max.
Assisto ao BBB desde que isso existe, e hoje caiu a ficha do que é aquilo!
Sabe quando a gente sente um estranhamento a algo é totalmente naturalizado? Eu senti hoje assistindo BBB.
Não sei se estão conseguindo me acompanhar, eu ando meio confusa, mas vamos por partes…
1. Existe algumas coisas no nosso cotidiano que foram totalmente construidas, e falo de hábitos. Hábitos que foram se introduzindo na nossa vida aos poucos e que hoje não conseguimos nos imaginar sem eles, a ponto de acreditar que sempre existiram. Então, eu sempre tento manter um certo estranhamento a essas coisas, tentar lembrar de como era a vida antes da internet em casa todos os dias, a qualquer hora. Lembro das esperas até meia noite quando o pulso da ligação era mais barato. Daí, você me pergunta, pra que faço isso? Não sei.
2. Continuando meu raciocínio, o BBB é uma dessas inovações. Desde quando é normal ficar assistindo um grupo de pessoas morando em uma casa, fazendo o que todo mundo faz. Qual é a graça de assistir alguém tomando banho de piscina, ou cantando no chuveiro? Toda! [Não quero entrar numa discussão sociológica, nem psicológica sobre o assunto - que numa outra oportunidade eu o farei..rsrs] Mas o que quero dizer é que hoje ao assistir a discussão deles, me dei conta do que estava fazendo, na verdade, do que estava acontecendo. As pessoas em casa assistindo a isso, algumas se compadecendo da Fran, se identificando com o caso em que o homem não a protege, não a defende, e o Max por seu lado tentando explicar como não acha justo tomar partido por algo que não é com ele. Acredito que de fato, ambos estão certos e partilham de um descontentamento quanto ao relacionamento e pronto. Porém, como numa novela, as pessoas tendem a ver em um o vilão, e na outra a mocinha, ao som de ‘If I were a boy’, tema que a princípio não entendia a relação com a situação deles, mas que agora parece se encaixar tão bem, como numa trama das oito.
3. Eu me senti invadindo uma conversa que não era da minha conta. Afinal, eles são de verdade! Talvez isso faça toda a diferença pro público, e principalmente para as ‘brilhantes cabeças’ por trás desse brilhante programa. Não estou fazendo apologia a invasão de privacidade, nem a alienação das massas. Mas tenho que admitir a inteligência por de trás das câmeras.!
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